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Irène Jacob em bate-papo exclusivo com EGO





Com expressão de quem parece alheia à falação em torno de seu nome, a atriz meio-francesa-meio-suíça Irène Jacob se dirigiu tranqüila, a passos lentos, até uma salinha no segundo andar do Le Meridien para conversar com EGO. Lá, descobriu que ainda tinha uma maratona de entrevistas pela frente. E num período de apenas uma hora.

"Mesmo?", perguntou ela, sem alterar sua serenidade.

Daqui a pouco, às 21h30m, Irène participa da première de seu mais recente filme, "A educação das fadas", no Cine Odeon. Dirigido por José Luis Cuerda, o longa marca a estréia da atriz numa produção rodada em língua espanhola. Um desafio que acabou pesando menos com uma mãozinha do argentino Ricardo Darín, seu marido na trama.

"Foi difícil, tive que aprender a língua em muito pouco tempo. Dei sorte porque o Ricardo Darín era sempre atencioso comigo, me mostrava o que eu podia fazer para as palavras parecerem naturais na minha boca. Com ele, aprendi a me expressar de forma familiar. O resultado? Não consigo julgar!", sorriu, desconcertada.

Em "A educação das fadas", ambientado em Barcelona, Irène é a ornitóloga Ingrid, uma mulher pé-atrás que perde o marido na Guerra do Iraque e precisa cuidar sozinha do filho, Raul, de oito anos. Ela conhece Nicolás (Ricardo Darín), um inventor de jogos que, de cara, se apaixona por ela e pelo garoto. A virada na história é quando Ingrid decide deixar Nicolás, sem dar qualquer explicação. Ele pira, mas, como quem sente que precisa partir para outra, desenvolve uma amizade colorida com a caixa de supermercado Sezar (Bebe Rebolledo).

"O filme é uma história de amor. Aliás, uma complicada história de amor, em que todos os personagens estão em crise e, por isso, se sentem isolados, sozinhos. Ela se desenvolve lindamente. O espectador vai notar que é através de suas próprias crises que os personagens vão abrindo as portas uns para os outros, sem saber", explica.



A atriz também aproveita a passagem pela cidade para acertar os ponteiros de seu próximo trabalho, que terá direção do americano Jonathan Nossiter, o mesmo do polêmico documentário "Mondovino". Nossiter vai rodar no Rio, onde mora hoje em dia. No elenco estará ainda a inglesa Charlotte Rampling, outra figura estrelada desta edição do festival.

"Se tudo correr como planejamos, volto para cá em julho de 2007, quando começam as filmagens. Parte da equipe já está vindo da Europa para dar início aos trabalhos de pesquisa e laboratório."

Falando em laboratório, Irène revelou que fez uma visita esses dias à clínica de Ivo Pitanguy, na companhia de Mrs. Rampling. Mas não. Elas não vão entrar na faca. O objetivo é entender como funciona o cotidiano da cirurgia plástica.

"Não fui até lá por causa de meu papel, especificamente. Tem a ver mesmo com a personagem de Charlotte (Rampling). Mas, como nossas histórias devem se cruzar no filme, eu acompanhei."

As andanças de Irène pelo Rio não se resumem a trabalho. Ela disse que conseguiu visitar uma escola de samba após uma sugestão do irmão, ex-morador da cidade.

"Ele é guitarrista e gostou muito de morar aqui. Disse que eu precisava ir a uma escola de samba e conhecer a capoeira. Eu fui e adorei. Infelizmente, não tenho tido muito tempo, mas estou certa de que já consegui entender o espírito do brasileiro."

Irène se esforçou para mostrar que não era iniciante nas coisas do país.

"Adoro Tom Jobim, Sergio Mendes, Caetano Veloso, João Bosco e outros maravilhosos. Ouço muito em casa."

No entanto, confessou que ainda não assistiu a muitos filmes brasileiros. Ela falou de sua admiração por Walter Salles e classificou como "lindo" o filme "O céu de Suely", de Karim Aïnouz, único que conseguiu ver no festival.

E se fosse convidada para participar de uma produção brasileira?

"Eu digo que gosto de aproveitar as oportunidades sempre que aparecem um bom roteiro e uma boa equipe. Nunca recebi um convite para fazer filme aqui, mas, como em breve volto ao Brasil, quem sabe...", deixou no ar.

A gente fica na torcida. Por: Angie Diniz
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Chegou ao fim ...





O Festival do Rio acaba só no dia cinco, mas hoje chega ao fim a mostra competitiva Première Brasil. Para fechar com chave de ouro, a produção escolhida foi o novo longa do chileno Jorge Durán, “Proibido proibir”.

Com Caio Bat, Maria Flor e Alexandre Rodrigues, o filme ganhou o Festival de Biarritz.

“Foi maravilhoso filmar esses dois meses de janeiro e fevereiro. Foi uma experiência muito forte. É um filme que retrata bem a zona norte (do Rio de Janeiro), a escolha da vocação, passamos muito tempo no Hospital do Fundão, foi muito legal”, contou Caio.

O longa retrata a história de três amigos, estudantes universitários - Leon (Alexandre Rodrigues), estudante de sociologia, sua namorada Leticia (Maria Flor), estudante de arquitetura, que se apaixona pelo estudante de medicina Paulo (Caio Blat), melhor amigo de Leon, com quem divide apartamento – experimentam os conflitos morais e éticos que provoca um triangulo amoroso, ao mesmo tempo em que se confrontam com a violência da cidade.



Maria Flor disse que ‘ foi um prazer’ ter sido dirigida por Durán, que mora há 34 anos no Brasil.

Aliás, o diretor falou um pouco sobre a proposta do filme.

“Queria mostrar que os jovens de hoje em dia querem alguma coisa, ao contrário do que dizem por aí. Falar de jovens que gostam de estudar, de se divertir também. Além de mostrar a ética da amizade, e mostrar a transformações desses jovens na faculdade, em adultos”.

Quem veio conferir a pré estréia foi a atriz Vera Holtz.
Por: Ligia Andrade
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Irène Jacob rouba os flashes





A francesa Irène Jacob roubou todos os flashes durante a exibição do filme espanhol “A educação das fadas”, no Odeon BR. A atriz faz parte do elenco.

O filme, dirigido pelo cineasta espanhol José Luis Cuerda, conta a história de Nicolas, um inventor de brinquedos, que encontrou em Ingrid, uma ornitóloga belga, a mulher de seus sonhos.

O filho dela, Raul, tem sete anos e uma imaginação fértil – e para Nicolás é como se o garoto fosse o filho que ele nunca teve. Todos vivem em plena felicidade até o dia em que Ingrid decide terminar a relação subitamente, sem qualquer explicação.

Desesperado, Nicolás tenta de tudo para recuperar a harmonia de sua família.
Por: Ligia Andrade
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A Tenda vai ferver!





Hoje na Tenda de Copacabana do Festival do Rio - montada em frente ao Copacabana Palace Hotel - acontece a Festa Babilônia Feira Hype, que promete ser a festa mais fashion do festival.

Pessoas de moda, descolados, moderninhos, além dos artistas que sempre batem ponto na tenda, vão se esbaldar ao som da DJ Ana Paula, que promete tocar house music – uma das formas mais populares da música eletrônica.

Não dá pra resistir!
Por: Ligia Andrade
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Samba de gafieira



“ Onde o Cartola estiver, deve estar muito feliz com esse filme”, diz Camila Pitanga sobre o documentário que conta a história de um dos compositores mais importantes da música brasileira.

A pré estréia do filme “Cartola” - direção e roteiro de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda - aconteceu hoje, no Odeon, e reuniu famosos e fãs do compositor.

O ator Selton Mello revelou que sempre admirou a história do compositor.

“ Achei o filme perfeito. É sempre muito importante contar a história de pessoas que são destaque na cultura do país”, afirma.

Já a cantora Beth Carvalho estava animada e disse que tudo que envolve música é maravilhoso. O cineasta Cacá Diegues também marcou presença.

"Este é um filme digno do Cartola. Um documentário à altura do maior compositor brasileiro”, diz.

Depois da exibição, os famosos se esbaldaram na festa de comemoração do filme, com direito a shows de Otto e Thalma de Freitas na Gafieira estudantina, também no centro da cidade.

O lugar foi criado em 1932, e era o ponto de encontro de cantores, boêmios, e compositores. Por: Ligia Andrade
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Proibido proibir...





O público sentiu na pele as emoções, encontros e desencontros, do filme de Jorge Durán.

A atriz Vera Holtz foi um dos famosos que achou o longa com uma mensagem otimista.

“Foi um trabalho muito bonito da galera. Mostra que apesar de tudo, o sol ainda pode brilhar. E ainda tem como pano de fundo a arquitetura brasileira. É uma sessão de arte”, brincou.

Já a diretora de “Irmã Vap – O retorno”, Carla Camuratti também falou um pouco sobre o que achou do longa.

“Achei o filme muito emocionante”, disse.

Vale lembrar, que agora é com o júri. Só dia cinco é que vamos saber os nomes dos grandes vencedores do Festival do Rio.

Por enquanto, deleite-se com a programação.
Por: Ligia Andrade
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Uma bizarria por dia...



...nos dá saúde e alegria. E quando é mais de uma, então, aí é festa.

O Festival do Rio, como disse antes, pode ser aproveitado de formas diferentes. Como bateria de pré-estréias de luxo, como prova de resistência. A minha forma, também já disse antes, é correr atrás daquilo que não vou ter outra chance de ver no cinema.

Segunda-feira perfeita, então: "Xifópagos e roqueiros" + "El topo".

O primeiro, um falso documentário de Keith Fulton e Louis Pepe, a dupla do ótimo "Lost in La Mancha", sobre o projeto fracassado de Terry Gilliam de filmar "O homem que matou Dom Quixote". O segundo, um midnight-movie clássico, dirigido pelo mexicano Alejandro Jodorowsky e lançado em 1970.

O primeiro, um estudo da carreira e das personalidades de dois gêmeos xifópagos que viram astros do rock, tudo conduzido através de supostas imagens de arquivo e entrevistas, inclusive com personalidades reais, como o escritor Brian Aldiss e o cineasta Ken Russell, falando deles como se tivessem existido de fato. O segundo, um ambicioso misto de faroeste-spaghetti com parábola de fundo religioso, com muito sangue escandalosamente falso, muita aberração, física e temática, e muito humor perverso.

São dois filmes muito envolventes, ambos imperfeitos, ambos com problemas eventuais de ritmo, mas sobretudo prontos para carregar a gente para universos totalmente diferentes dos que o cinema geralmente nos apresenta (inclusive o cinema dos cineastas consagrados que fazem o grosso da programação do Festival do Rio). Entre a melancolia discreta de "Xifópagos e roqueiros" e o carnaval psicodélico de "El topo", encontra-se a razão para existirem sessões de meia-noite, encontros anuais de cinéfilos, enfim, toda a lógica que justifica um festival como esse. O resto é o resto. :-) Por: Jaime Biaggio
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