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Fuja do edredom por um bom filme

Segunda-feira de chuva fininha com aquele friozinho... Nada disso é suficiente para fazer o Festival do Rio esfriar. Daqui a pouco, às 21h, rola a pré-estréia de "Probido proibir", no Cine Palácio. O filme, de Jorge Durán, tem no elenco Caio Blat, Maria Flor e Alexandre Rodrigues.
Muitos atores devem aparecer por lá, como Caco Ciocler, Maria Ribeiro, Vera Holtz, Vanessa Giácomo e o namorado, Daniel de Oliveira.
Por: Equipe EGO
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Ainda resta esperança
Pelo menos é isso que quer mostrar o documentário "Nenhum motivo explica a guerra". O filme foi apresentado na mostra Hors Concours do Festival do Rio, e emocionou o público. De Cacá Diegues e Rafael Dragaud, o longa conta a trajetória do grupo Afroreggae.

Mariana Ximenes aplaudiu o filme de pé depois da projeção.
O ministro da cultura, Gilberto Gil, não tinha assistido ao filme ainda, e adorou.
“O longa tem uma carga elétrica muito intensa. É uma história linda de contos de fadas”.
Uma das produtoras do filme, sua esposa, Flora Gil, contou que tinha vontade de mostrar a história do grupo e sempre comentava com o líder dos meninos, o Júnior.
O diretor, Cacá Diegues, se emocionou durante a apresentação do longa, e chorou.
“Um trabalho que era para ser um simples documentário, acabou virando um filme. Um longa que entrou na vida deles. Me deu muito prazer de fazê-lo”, disse.
Mariana Ximenes, que já conhecia o trabalho do grupo, filosofou depois da exibição de “Nenhum motivo explica a guerra”.
“Em um dia de eleição como hoje, esse filme foi como um bálsamo acolhedor pra mim. São pessoas que estão construindo algo melhor”.
Os 10 integrantes do grupo, liderados por José Júnior, subiram ao palco, e o ele comentou um pouco sobre os 13 anos de luta.

“Não sabíamos como ia dar essa história. A gente está muito feliz. O filme mostra tudo o que a gente queria mostrar. Nós acreditamos que há uma luz no fim do túnel, podemos dar a volta por cima. O discurso da esperança é a razão do Afroreggae”.
Em seu primeiro documentário, Cacá foca suas lentes na malha histórica, social - e especialmente, humana – por trás de uma apresentação do "Grupo Cultural Afroreggae". Junto com Rafael Dragaud, Diegues dois meses entrevistando os integrantes do Afroreggae e moradores de diversas comunidades carentes.
O resultado é como que uma história da violência na cidade do Rio de Janeiro contada pelos que literalmente "sobraram pra contar a história".
O filme narra a trajetória de um grupo de pessoas que expôs artisticamente suas cicatrizes, e dessa forma conseguiu reverter o estigma da favela em carisma.
Por: Ligia Andrade
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Lord Popcorn: rei da pipoca sonha à vera

De figuraças, o Festival do Rio está cheio. Ainda bem. Observar a movimentação do povaréu nos cinemas pode ser tão divertido quanto tomar um cafezinho com pão de queijo ou cavucar os sebos enquanto o filme não vem. Foi numa dessas que EGO esbarrou com Lord Popcorn. O sujeito, cujo nome "não-artístico" é Antonio Nery ("Tio do Gustavo Nery, sabe aquele jogador do Corinthians? Sou tio dele"), é o pipoqueiro boa praça que dá expediente em frente ao Espaço Unibanco. Quem freqüenta conhece. Quem ainda não teve a oportunidade passa por lá e compra uma pipoquinha. É diversão na certa.
Lord é um patrimônio do lugar. E reconhecido. Ele conta que já deu trocentas entrevistas, já foi assunto de reportagens internacionais e, mais recentemente, sua fama o levou a uma participação em um filme. Só não peça para revelar o nome do filme, nem de quem é, nem com quem "atuou", enfim, informações que mantém em segredo para não melar a coisa. Lord só informa vagamente que deve estrear este ano.
"Foi só uma participação rápida, com cachê pequeno. Aceitei por pouco dinheiro mesmo, porque sei que vou vender muita pipoca depois dele. O bom é que eu não gasto um centavo com publicidade", discursa ele, como um profissional.
Em tempo de première, Lord é o cara: todo mundo quer ficar a seu lado por causa dos paparazzi, diz ele, para tirar uma casquinha das celebridades que vão comprar pipoca em sua carrocinha. No início, ficava tenso com tanto assédio. Mas, agora, encara tudo com a maior naturalidade. Dar entrevistas ficou mole.
"Não fico mais nervoso. Agora é só tranqüilidade. Não está vendo a minha camisa? 'No stress'", sorri, apontando para os dizeres estampados.
O carrinho de pipoca de Lord é todo decorado com histórias em quadrinhos de sua autoria. Algumas escritas, inclusive, em inglês universal, o
enrolation, que aprendeu com a filha para atender a clientela gringa. Ele sonha um dia vê-las publicadas.
Mas sonho mesmo, aquele maior de todos, é conhecer sua musa de todo o sempre, que, no entanto, nunca deu as caras por lá.
"Será que ela vai ler esta reportagem?", empolga-se.
Tá curioso para saber quem é, né?
"Já vendi pipoca até para a Fernanda Montenegro. Mas o meu sonho, sonho mesmo, é conhecer a Vera Fischer. Só tô esperando por ela. Será que ela é metidinha?", pergunta-se.
EGO quis saber se ele conseguia imaginar o sabor de pipoca preferido por Vera. Doce ou salgada, Lord?
"Ah! Ela vai pedir mista, claro."
Sabe tudo.
Por: Angie Diniz