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El Laberinto del Fauno



Guillermo del Toro, diretor espanhol que nos últimos anos tem trabalhado em Hollywood ("Mutação", "Blade 2", "Hellboy"), voltou ao seu país para trazer ao Festival do Rio uma das melhores coisas da sua programação, disparado. Uma fábula de primeira qualidade, um filme de grande força sobre a capacidade da inocência de sobreviver a tempos de horror. Por tempos de horror, entenda-se a Espanha dos anos 40, em plena ditadura de Franco. Por inocência, entenda-se Ofelia, a menina de 12 anos que pode ser a reencarnação de uma princesa de um reino subterrâneo.




O filme tem acabamento e valores de produção que mostram o quanto Del Toro aprendeu em sua passagem por Hollywood (que ainda não acabou; deve rolar, inclusive, "Hellboy 2"). Os efeitos visuais são de primeira. Só que tem também a coragem de ser cruel onde precisa ser. Fábula por fábula, os fracos de estômago devem preferir "A dama na água". Porque este aqui tem cenas de ter de fechar os olhos. Faca + boca. Garrafa + nariz. Coisas assim.

E é essa coragem de mostrar toda a face da crueldade (inclusive num final que um filme hollywoodiano dificilmente teria) que torna o aspecto mágico ainda mais redentor. "El laberinto del fauno" é uma pequena jóia. E sabe o melhor?

Legendas na cópia. Ou seja: estréia em circuito próxima. :-) Por: Jaime Biaggio
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Paris, Eu te Amo






Não é que amem Paris. Walter Salles e Daniela Thomas, os irmãos Coen, Olivier Assayas, Gus Van Sant, Sylvain Chomet, Nobuhiro Suwa e, ah, tem mais gente pra caramba, na verdade se aproveitam muito bem de Paris para um singelo ensaio sobre o amor. Amor romântico, homem-mulher (na maioria dos casos), mas também um sentimento geral de conciliação, de promoção do diálogo. Filme bem bonito mesmo.

Até que enfim, começam a aparecer os filmões do Festival do Rio. Na primeira metade do evento, de espetacular era só o coreano "The host", e olhe lá. Havia, claro, muitos filmes bons, assistíveis, interessantes, mas.... era isso.

Agora, a coisa mudou. "Paris, Eu te Amo" é das melhores coisas que o Festival do Rio trouxe.

Sobre outra das melhores coisas falo ali em cima. Por: Jaime Biaggio
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Festa, festa!






É hora de comemorar - em grande estilo. Os atores, produtores, enfim, todo o elenco e a produção de "14 bis" e "Antônia" vieram para a Tenda Copacabana.

Aliás, Daniel Oliveira foi só elogios ao filme de Tata Amaral.

"Eles pegaram na veia".

A namorada do moço, Vanessa Giácomo, também se derreteu com a história das quatro amigas.

"Estou encantada. Já me declarei para as meninas. Merece virar série mesmo", falou.

Aqui na tenda estão o casal, Selton Mello, Sandra de Sá, entre outros.
Por: Ligia Andrade
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Rapper Thaíde rouba a cena em "Antônia"





Acabou a sessão de "Antônia" no Cine Palácio e Lázaro Ramos saiu preocupado.

"Cara, agora você vai roubar todos os meus papéis", disse ao rapper Thaíde.

O tapinha nas costas foi bem-humorado e merecido. Em sua primeira tentativa de atuar, Thaíde conseguiu garantir as gargalhadas da noite como um empresário de música cheio da malandragem da periferia de São Paulo, Marcelo Diamante.

"E diamante não é bijouteria", brincou ele, repetindo o bordão de seu personagem, que, dê-se o crédito aqui, é de sua autoria.

Era Thaíde aparecer na tela que o público ria. Resultado: o rapper saiu da sala de exibição um ator em êxtase.

"Se o pessoal gostou, eu adorei", comemorou com a mesma malandragem que fez dele a atração da noite na tela.

O barato da diretora Tata Amaral foi liberar seus atores ao improviso. Liberdade que Thaíde usou totalmente a seu favor.

"Me disseram que eu podia improvisar e fiz. Decorei o que tinha que ser dito e improvisei em cima. Acho que metade é meu, metade é do personagem. Fiquei à vontade", contou.

A minissérie inspirada no filme será exibida ainda este ano na Globo. E Thaíde tá dentro. Por: Angie Diniz
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Estatueta



O segundo filme de Ricardo Elias, “Os 12 trabalhos”, apresentado na Première Brasil do Festival do Rio, acabou de ganhar o prêmio Horizontes latinos do Festival de San Sebástian, na Espanha.




Quem contou para a gente em primeiríssima mão foi Vanessa Giácomo, que participa do filme, e tinha acabado de receber uma ligação de Ricardo.

“Estou muito feliz”, disse Vanessa.

O 54º Festival de Cinema de San Sebastián termina hoje. Os “12 trabalhos” competiu com dezesseis filmes estrangeiros, entre eles três brasileiros. Entre eles, “Sonhos e desejos”, de Marcelo Santiago, que você também pode conferir no festival carioca.
Por: Ligia Andrade
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Sonhos e mais sonhos





Tata Amaral e André Ristum vão falar de sonhos em suas produções nesta noite no Cine Palácio.

Primeiro, o curta, “14 bis”, que conta a história de Santos Dumont, que tem no elenco Daniel Oliveira - no papel principal - e Nicola Siri.

“Santos Dumont foi um grande homem. Fiquei muito lisonjeado de fazer essa produção”, disse Daniel durante a apresentação do curta, que levou ao cinema Lázaro Ramos.

“14 Bis” foi um dos curtas – se não o mais – caro feito no Brasil. Custou cerca de R$ 500 mil.
Para interprater o considerado pai da aviação, Daniel fez escova progressiva e usou bigode postiço.

Logo depois, a platéia vai conferir “Antônia”, da premiada diretora Tata Amaral. O filme tem no elenco: Negra Li, Leilah Moreno, Cindy, Quelynah e o rapper Thaíde.

“Estou louca para ver minha cara na tela grande”, brincou Negra Li, que ainda não assistiu ao filme, e interpreta a cantora Preta.

Thaíde também adorou fazer o longa.

“Supreendente”, confessou Thaíde.



Já a cantora Sandra de Sá, que também está no filme, contou que a partir de agora quer atuar mais vezes.

O longa fala da história de quatro jovens mulheres negras que batalham pelo sonho de viver de sua música e vivem na Vila Brasilândia, periferia de São Paulo. Amigas desde a infância, Preta (Negra Li), Barbarah (Leilah Moreno), Mayah (Quelynah) e Lena (Cindy) deixam os backing vocais do conjunto de rap de homens para montar seu próprio grupo, Antônia.

Descobertas pelo empresário Marcelo Diamante (Thaíde), elas começam a cantar rap, MPB, pop e soul em bares e festas de classe média.

Mas quando o sonho de fazer algo da vida parece tomar corpo, as viradas de um cotidiano marcado pela pobreza, pela violência e pelo machismo ameaçam o grupo. Separadas por um destino amargo, as quatro terão de lutar para juntar os pedaços do grupo e resgatar a alegria de cantar juntas.

O longa vai virar série de TV na Globo em breve.

Por: Ligia Andrade
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A vez de Walter Salles



O filme “Paris, eu te amo” (Paris, je t’aime) teve sua pré estréia hoje no Estação Botafogo 1. O diretor aproveitou para apresentar o filme para a platéia, e brincou.




"É a primeira vez que eu vou apresentar um filme que eu ainda não assisti. Estou aqui como espectador também".

O longa conta com a direção de vários cineastas, como: Gus Van Sant, Gérard Depardieu, Alexander Payne e os brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas.

Walter e Daniela filmaram durante 15 dias no país, os dois já haviam trabalhado juntos em “Terra estrangeira”. Os diretores mudaram o roteiro em uma noite, porque na época, a França estava em conflito político-social.

O filme foi exibido - com sucesso - na abertura no Festival de Cannes 2006.

“O projeto existe desde 2001, e o produtor demorou quatro anos para captar os recursos. Cada diretor falou de uma das 20 aréas da França. Tivemos a liberdade para criar o que quisesse. Eu adorei fazer o curta porque já morei na França, e foi onde descobri o cinema neorealista italiano, e o novo cinema brasileiro”.

Vinte e um diretores de todas as partes do mundo aceitaram o desafio de contar, em cinco minutos, a história de um encontro amoroso em uma locação de Paris.

A história que Walter e Daniela escolheram, conta a trajetória de uma imigrante na França.

Juliette Binoche, Ben Gazzara, Natalie Portman, Elijah Wood, Nick Nolte e Willem Dafoe são alguns dos atores do elenco de “Paris, eu te amo”.
Por: Ligia Andrade
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