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Pré estréia recheada antes do fim de semana

Esta sexta-feira promete. A première "El cobrador", que começa às 21h30m, no Cine Odeon BR, vai bombar. O filme, do diretor mexicano Paul Leduc, conta com Lázaro Ramos no elenco. Tom Zé assina a trilha sonora do longa.
“El cobrador”, baseado em contos de Rubem Fonseca, explora a violência contemporânea, expondo suas causas. Nem é preciso dizer que uma penca de celebridades confirmou presença...
Por: Equipe EGO
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Bolado e Alice Braga: amor à primeira vista

O cineasta Carlos Bolado é um mexicano apaixonado pelo Brasil. Seja num papo sobre cinema, sol, praia ou, até mesmo, Jorge Amado, Bolado tem um gingado destemido de brasilidade, que se mostra, por exemplo, na forma com que arrisca dizer gírias cariocas nem aí para o sotaque arrastado. Boa praça e contador fluente de histórias, o diretor faz de seu novo filme, "Só Deus sabe", uma demonstração de amor pelo país. E usa como instrumento nossa estrela em ascensão vertiginosa Alice Braga.
Alice é Dolores, uma brasileira que vai estudar arte nos Estados Unidos, mas, num dado momento, se vê forçada a retornar ao Brasil. A sobrinha de Sônia Braga faz par com o ator mexicano Diego Luna, do premiado "E sua mãe também". Ele vive Damián, um jornalista promissor que conhece Dolores na Cidade do México, para onde ela viaja na tentativa de recuperar seu passaporte, que fora roubado.
"O filme é basicamente uma história de amor. São duas pessoas que têm histórias em comum, marcas muito profundas da vida e que já viveram a mesma tragédia num determinado momento da vida. Ambos são órfãos. As semelhanças e as dificuldades os aproximam", conta a EGO Carlos Bolado, que, durante a entrevista, fez questão de praticar o português aprendido entre idas e vindas ao país, com livros, filmes e amigos.
Dolores e Damián se apaixonam. No entanto, a estudante, ao regressar a Salvador, se vê envolvida numa atmosfera mística por causa da morte da avó, o que coloca em risco o relacionamento. "Só Deus sabe" discute os limites entre casualidade, fé, predestinação e livre-arbítrio.
"No filme, eu quis retratar o candomblé, crença muito forte no nordeste do Brasil. A pesquisa me levou a vários terreiros, tanto em Salvador, quanto no Rio e em São Paulo, onde filmei. Fiquei impressionado. Passei a respeitar a religião", explica o diretor.
A familiaridade de Bolado com a religião afro-brasileira vem de berço: seu pai era fascinado pela obra de Jorge Amado. O cineasta se diverte ao relembrar que, aos 13 anos, foi forçado a ler "Capitães de Areia".
"Meu pai tinha um contato estranho com o Brasil. Era fanático por Jorge amado. Sabendo que ia morrer de câncer, a primeira coisa que fez foi pegar a obra completa dele, empilhar ao lado da cama e ler tudo novamente", relembra Carlos Bolado, que lamentou seu pai nunca ter conhecido o escritor baiano.
"Mas, quando conheci a filha dele, não perdi a oportunidade de dizer que meu pai era muito fã do pai dela."
A idéia para o filme partiu de uma mesa de bar. Durante um desses festivais mundo afora, o cineasta conversava com Diego Luna quando descobriram que ambos eram órfãos. Suas mães haviam sido vítimas de acidentes de carro.
"Começamos a dizer que éramos membros da 'irmandade dos órfãos' e eu lhe prometi que escreveria um roteiro sobre isso. Fiz. Ele estava filmando nos Estados Unidos quando recebeu, e me ligou dizendo que tinha adorado", detalha.
Bolado classifica a escolha de Alice Braga para Dolores como "uma casualidade interessante". Conta que esteve diversas vezes em São Paulo atrás de uma menina morena, de vinte e poucos anos, mas não conseguia encaixar sua personagem em nenhuma das que conheceu. De volta aos Estados Unidos, onde mora, continuava a receber uma enxurrada de e-mails com fotos até que Alice foi parar em sua caixa de entrada. Foi amor à primeira vista.
"Vi uma foto dela sorrindo, com os cabelos presos e aquelas covinhas aparecendo no rosto. Na hora eu disse: é ela", entusiasmou-se.
Mesmo com o estalo, após uma busca que parecia não acabar nunca, o santo desconfiou da esmola.
"Achei tão perfeita que mandei um e-mail de volta com a pergunta: 'Mas ela sabe atuar'?"
Foi quando lhe enviaram o filme "Cidade de Deus", em que Alice interpreta a namorada do traficante Bené (Phellipe Haagensen). Martelo batido. Para Bolado, ela e Diego foram o casamento perfeito.
"Eles dois têm uma química muito forte, as interpretações são muito reais, tudo muito natural", comemora.
O cineasta fica no Rio até domingo, quando segue para os Estados Unidos. Em seus planos estão duas produções em língua inglesa e um filme sobre a fronteira México-Estados Unidos ambientado nos anos 30.
A má notícia é que "Só Deus sabe" não tem previsão de estréia no Brasil.
Por: Angie Diniz
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Fast Food Nation
É um filme bom e faz bem à saúde. Porque você se sente até meio mal de passar no Bob's ou no McDonald's na saída.
Talvez o único problema seja que você só se sente MEIO mal.
"Fast food nation" é um dos dois filmes do americano Richard Linklater no festival ("A scanner darkly", filme em que ele dá seqüência ao experimento de "Waking life", de filmar com atores e depois criar animações em rotoscopia por cima do material filmado, é o outro).

É baseado num best-seller de Eric Schlosser, que topou o desafio de ser co-roteirista, adaptando seu próprio material para a telona. Mais: adaptando para o formato de ficção o que era, por natureza, documentário.
Sim, o livro, uma denúncia da indústria da comida de lanchonete, é uma não-ficção. Schlosser e Linklater ergueram, a partir disso, um competente filme-painel. Linklater é um cineasta à altura do experimento: nunca foi de fugir de empreitada difícil, vide o citado "Waking life", um filme de animação filosófico (fez também a dobradinha cultuada "Antes do amanhecer"/"Antes do pôr-do-sol" e o veículo para Jack Black "Escola de rock"). Contudo, o resultado não chega a ser o soco no estômago que era pra ser. Talvez Linklater não seja exatamente o cara para pegar material que se pretenda incisivo. Seus filmes têm um jeito muito relaxado (no melhor sentido) para se prestarem a isso.
De qualquer forma, não é nada mau. Passeia-se por todas as instâncias do assunto, do universo cor-de-rosa (seria a cor do fígado engordurado?) das campanhas de marketing de sanduíches novos, até a realidade cor de sangue dos frigoríficos habitados por imigrantes ilegais mal-pagos. Equivale a uma reportagem extensa e detalhada. Só que os personagens da reportagem são... personagens.
E tem a Avril Lavigne. Pois é, no universo de "Fast food nation", Avril Lavigne é uma ativista ecológica, que em dado momento participa de uma ação fracassada para libertar as vacas aprisionadas no frigorífico.
Fiquei só esperando a hora em que ela iria começar a berrar e a sacudir a cabeleira, num clip
girl-power dentro do filme.
Por: Jaime Biaggio
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Chuta que é gol, malandro!

Nem só de cinema vive o Festival do Rio. A bola vai rolar nas areias da Praia de Copacabana, ao lado da Tenda do Festival do Rio, neste sábado. A partir das 13h, peladeiros famosos brasileiros vão enfrentar gringos renomados. Já estão confirmados nomes como Thiago Lacerda, Nicola Siri, Heitor Martinez, Nelson Freitas, Ailton Graça e Carlos Bonow. O time de estrangeiros, por enquanto ainda não foi definido.
Mas não pense que será fácil se aproximar dos ídolos. Um esquema de segurança máxima será montado para proteger os marmanjos das fãs mais afoitas.
Ui!
Por: Equipe EGO
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Pedro Neschiling e EGO: sintonia total

O ator Pedro Neschiling arrumou um tempinho na agenda e veio curtir o DJ Janot na Tenda de Copacabana.
"Pelo menos dá para curtir a festa", confessou.
Ele aproveitou e deu uma conferida no site EGO, e nas novidades do blog do Festival.
"Que barato", disse ao ver que estava sendo postado on-line os textos do blog.
O ator contou que quer assistir ao filme "Proibido proibir" no festival.
Por: Ligia Andrade
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Vamos bailar!
Depois do sucesso de "O céu de Suely", os atores, e convidados vão curtir a noite na festa dedicada ao filme.
O local escolhido foi a Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema.
Quem estava combinando de ir era Lázaro Ramos e Taís Araújo e mais a turma de amigos.
A noite é apenas uma criança para eles ...
Por: Ligia Andrade
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Singelo e delicado

"Muito singelo", "cru", "maravilhoso", "o amadurecimento de Karim Aïnouz", esses foram SÓ alguns dos elogios colhidos depois da exibição de "O céu de Suely". O filme, não tem
happy end, mas mesmo assim, conquistou a todos.
A atriz pernambucana de 25 anos, Hermilla Guedes, viveu pela primeira vez sua protanonista. Enfrentou três testes antes de pegar o papel, e durante dois meses na cidade de Iguatu, ela superou as dificuldades de fazer as cenas de sexo, muito presentes no filme. Tudo porque estava ao lado 'de grandes amigos', como o ator João Miguel.
Fernanda Torres destacou na produção o figurino e contou o que achou de "O céu de Suely".
"É um filme romântico muito lindo".
Taís Araújo, emocionada, disse que o filme é verdadeiro, simples e sincero. Já o maridão dela, Lázaro Ramos, atuou no primeiro longa de Karim, "Madame Satã".

"É muito bom ver a evolução de Karim, o fortalecimento nele da direção. Ele está se tornando um dos diretores essenciais da cinematografia brasileira", derreteu-se, Lázaro.
A atriz Dira Paes elogiou muito a produção e adorou a fotografia de "O céu de Suely".
"A fotografia é o papel masculino do filme".
Regina Casé estava com seus amigos inseparáveis, o diretor de arte, Alberto Renault e o stylist, Felipe Veloso.
"Eles mostraram um nordeste pop, quase meu habitat. É um privilégio ver esse outro nordeste. Eu sabia cantar todas as músicas", confessou a apresentadora.
Um dos atores do longa, Flávio Bauraqui, abriu o jogo.
"O filme é cru, tudo como é realmente a vida".
Por: Ligia Andrade
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O céu é o limite
Uma pequena multidão de fãs espremidos atrás das grades do lado de fora do Cine Palácio. Sinal de que a sessão da Première promete. Muitos famosos como Regina Casé, Sônia Braga, Fernanda Torres e Cássio Reis vieram prestigiar o segundo filme de Karim Aïnouz, que dirigiu "Madame Satã".

"O céu de Suely" é uma das produções mais esperadas do festival - e por enquanto, está fazendo jus à expectativa.
"Hoje é uma noite de absoluta felicidade. O cinema permite que a gente viaje, saia do lugar", disse o diretor.
Sobre o filme, ele comentou:
"É uma personagem que quer decolar. Dedico esse filme a todas as mulheres brasileiras", completou, que escolheu para o elenco nomes desconhecidos como Hermilla Guedes, João Miguel e Maria Menezes.
"Foi uma experiência vertiginosa", confessou João Miguel.
"O céu de Suely" conta a história de Hermila. Dois anos atrás, ela partiu de sua cidade, Iguatu. A experiência em São Paulo foi boa, mas a cidade era cara demais. Agora ela está de volta ao sertão cearense. A casa da avó, Zezita, e da tia, Maria, é acolhedora e confortável.

Mas não demora muito e Hermila se dá conta de que precisa ir embora dali outra vez. Inspirada nas conversas com a amiga Georgina, ela adota o nome de Suely e inventa um plano audacioso para levantar dinheiro e conseguir viajar.
Walter Salles, que produziu o longa, também falou um pouquinho sobre a produção.
"A sensibilidade de Karim é muito bonita. Essa aposta que ele fez com nomes desconhecidos foi ótima. Existe muitos atores bons fora do eixo Rio-São Paulo".
Sônia Braga contou que é muito amiga de Karim.
"Eu acompanhei a gestação desse filme".
Curioso é que no Odeon, um pouco depois, às 21:30 ia passar o filme "Só Deus Sabe", do diretor mexicano Carlos Bolado, no qual sua sobrinha, Alice Braga é uma das protagonistas.
"Aqui do lado? Qual é o nome do filme?", disse um pouco espantada.
Mariana Ximenes e Pedro Buarque estão assistindo sentados no chão e bem no fundinho do cinema, sem se importar com o conforto do curralzinho preparado para eles, mas que está completamente lotado.
Antes, passou o curta “O caderno rosa de Lori Lamby”, baseado no livro homônimo de Hilda Hilst.
Por: Ligia Andrade
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Para dançar até de manhãzinha
A Tenda Copacabana vai ferver na noite desta quinta-feira. Quem comandará as carrapetas da tradicional festa pós cinema é o badalado DJ Janot. No repertório, sucessos brasileiros remixados, que também levam o nome de brazucas.
Além de DJ, Janot respira cinema. Ele é crítico de cinema do jornal "O Globo", editor do site críticos.com.br, comentarista do canal Telecine e presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro.
Ufa!
Por: Equipe EGO
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Debate de bambas

Camila Pitanga já tem compromisso para esta sexta-feira. A atriz vai participar do debate do filme “Noel- Poeta da Vila”, às 17h, na Tenda Cinelândia. Ao lado dos atores Rafael Raposo e Paulo Cesar Pereio e do diretor Ricardo Van Steen, ela vai falar sobre a experiência de rodar um longa cuja essência está no samba de Noel.
O longa, que acompanha a vida de Noel, entre os 19 e 26 anos, conta com a presença de outros bambas cariocas, que também ganhavam a vida nas rodas de samba. Suas andanças urbanas e a malandragem carioca são pontos fortes da produção.
Por: Equipe EGO
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