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Luchino Visconti






Até ontem, ainda não havia sido liberado para venda de ingressos o filme de mesmo nome, sobre o cineasta italiano, falecido há 30 anos, que é um dos grandes homenageados do Festival do Rio deste ano. O documentário do italiano Carlo Lizzani, um ex-colega de Visconti no tempo de crítico de cinema, na redação da revista "Roma", procura mapear sua trajetória, o que, de resto, os filmes já fazem de maneira mais do que satisfatória.

E eles estão aí pelo festival, sempre em exibição entre o Odeon e o Centro Cultural da Caixa Econômica, no centro da cidade. Para quem está vivendo o festival no seu eixo central, o eixo Espação/Estação, contudo, fica a dica: terminado o festival, rola sempre a repescagem, aquela semaninha pós-festival com uma série de reprises da programação concentradas num só cinema (às vezes é o Odeon, às vezes o Unibanco, às vezes o Estação). E eles costumam ser generosos em títulos das retrospectivas, justamente por saberem que, durante o evento, elas ficam lá isoladas nos arredores da Cinelândia.

Quanto aos filmes, para quem não conhece, há vários Visconti por descobrir. O de "Violência e paixão" e o de "O leopardo", por exemplo, tem lá suas diferenças visíveis. O que mantém a unidade da obra dele, grosso modo, além do afinco estético que só um verdadeiro aristocrata poderia passar sem soar afetado (Visconti era conde), é um certo senso de tragédia, de fim de linha, de decadência. Visconti filma aparentes fortalezas corroídas por dentro. Não perca os filmes que passarem pelo seu caminho. Por: Jaime Biaggio
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Tem gringo famoso na área!






Inãrritu já era. A celebridade cinéfila da vez é o diretor Thom Fitzgerald. Ele chegou no comecinho da tarde e já se encontra passeando pela Cidade Maravilhosa.

Thom veio prestigiar seu filme, "3 needles", e claro, dar pinta de turista por aqui. O longa conta três histórias independentes, mas entrelaçadas, e passadas em três continentes retratam os efeitos da Aids na vida dos personagens.

Cabeça, não?




Por: Equipe EGO
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Kevin Smith e arredores



Kevin Smith, diretor de "O balconista", "Procura-se Amy" e "Dogma", não veio ao Festival do Rio (nunca veio, aliás, e olha que esse festival já trouxe gente adoidado ao longo dos anos). Mas está presente direta e indiretamente nele. Diretamente, como diretor de "O balconista 2", um dos filmes mais vistosos da programação. E indiretamente como um dos padrinhos de "A cada manhã", de Joey Lauren Adams, um daqueles que você periga passar o festival todo sem nem perceber que estava lá.




Joey Lauren Adams, que apesar do nome é mulher e bem jeitosinha, vem a ser a lourinha protagonista de "Procura-se Amy", que aqui perde a virgindade atrás das câmeras, como diretora e roteirista. É uma história bem simples, o que não deixa de ser um ponto para ela. Quem está aprendendo, se não for excepcionalmente talentoso (e não é o caso dela), faz bem em começar devagar.

É a história de uma mulher, Lucille (Ashley Judd, despojada, sem maquiagem), no interior dos EUA, lidando com seus problemas emocionais, sua propensão à bebedeira e ao sexo fácil. Não se trata, contudo, de uma fracassada. O filme evita o clichê fácil da coitadinha perdida na vida. Profissionalmente, ela, se não é bem-sucedida (é uma moça sem formação acadêmica, morando num fim de mundo), também não chega a estar no fundo do poço. Não é também uma bêbada de dramalhão, dando vexame a torto e a direito, caída na sarjeta ao meio-dia. Como diz aquele samba, ela é gente fina mas vacila pra caramba.

Não é um grande filme. É um filminho. Mas perfeitamente assistível. É melhor do que "O balconista 2", de qualquer forma, embora muita gente vá discordar de mim nisso. Ouvi gargalhadas na sessão em que estava.

Claro que é engraçado em alguns momentos. Há uma discussão entre nerds apreciadores de "O Senhor dos Anéis" vs. nerd apreciador de "Guerra nas estrelas" (Jeff Anderson, um dos protagonistas) que é mesmo de chorar de rir. Mas, em alguns momentos, parece um filme com o mesmo problema de seus personagens centrais (Brian O'Halloran é o outro): doze anos depois, não saíram do mesmo lugar na vida. Ok, o filme é sobre isso, e filosofa um pouco sobre isso ao final. Faz uma defesa até bonita da fidelidade a um estilo de vida em detrimento de um falso crescer-e-amadurecer. Mas a verdade é que não funciona como da primeira vez. Tem horas que é bobo mesmo.

Ok, tem horas que QUER ser bobo. Mas vocês entenderam.

Por: Jaime Biaggio
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And the Oscar goes to...





Ziraldo reforçou o time de entusiastas da obra do diretor Cao Hamburger na pré-estréia de "O ano em que meus pais saíram de férias". O cartunista deixou a sala de exibição com comentários exaltados.

"Cao fez um filme para ganhar Oscar", apostou.

Um dos motivos para enxergar um futuro promissor para o longa-metragem lá fora é a "temática internacional", segundo ele.

Ambientado em 1970, "O ano em que meus pais saíram de casa" conta a história de um menino de 12 anos que sonha ver o Brasil tricampeão mundial de futebol. No contexto da repressão imposta pela ditadura militar na época, ele é separado dos pais sem mais nem menos e acolhido por uma comunidade formada por judeus e italianos no Bairro do Bom Retiro, em São Paulo.

Ziraldo viveu na pele a realidade dos anos de chumbo e foi um dos mais competentes em usá-la como matéria-prima para sua obra, como o faz agora Hamburger. O cartunista acredita que o fascinante da época estava na proposta do conflito. Ele explica.

"Toda proposta ligada à busca da liberdade é sempre comovente. É a grande batalha do ser humano."

Em tempo: Cao Hamburger foi o responsável por transformar o clássico livro de Ziraldo "O Menino Maluquinho" em série de TV. Por: Angie Diniz
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Nenhum corpo é perfeito



Não, não é título de matéria de revista feminina. É um dos cults da subdivisão ultra-ultra-ultra-alternativa do Festival do Rio, que já havia cumprido sua passagem pelo evento, mas nesta quarta, às 21h30m, no Odeon, terá sessão extra, justamente em função do boca-a-boca ultra-positivo.

O filme é do suíço Raphaël Sibilla e está na mostra Midnight Movies. É um documentário sobre as diversas formas de se usar o corpo para obter prazer - com ênfase nas menos ortodoxas, claro, ou não estaria na Midnight Movies. A coisa vai de swing a sadomasoquismo a coisas para as quais ainda não se inventou nome. Onde a imaginação puder alcançar.

Não é à toa que está fazendo sucesso. É a cara da Midnight Movies, mostra que, alguns anos atrás, exibiu coisas como o documentário sobre Annabel Chong, a atriz pornô que transou com 2 mil, 3 mil, 4 mil caras (nem me lembro) num dia só. Ou, mais recentemente, o filme "20 cm", cujo título espero não precisar explicar aqui.

Claro que não. Claro que vocês entenderam (risos).

Por: Jaime Biaggio
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Marcos Pasquim: barbudo e cabeludo





Não é a primeira vez que Marcos Pasquim fica com cabelos grandes e barbudo para fazer um personagem. Ele que estará em "Pé na Jaca", nova novela das 19h, viaja para Paris nesta segunda, 2, falou o que achou do novo estilo.

"A barba me incomoda um pouco, mas o visual está sendo aprovado nas ruas", comentou.

Solteiraço, o ator curtiu sozinho a Tenda de Copacabana, e contou, um pouco triste, que ainda não tinha assistido a nenhum filme do festival.

"O Festival é importante para conhecermos novos talentos", disse.

Meninas, o que acharam do novo visual do moço? Por: Ligia Andrade
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Sabe quem está atacando de DJ?



O ator Lúcio Mauro Filho está colocando toda a galera que está na Tenda Copacabana para dançar.

O DJ da tenda está empolgadíssimo, e tocando músicas dos anos 80 e 90. No eclético repertório, Vanila Ice, Madonna, Sidney Magal, Paralamas do sucesso e Mano Chao.

Os pés e os quadris estão mexendo sozinhos com o som...

Por: Ligia Andrade
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Aplausos com gostinho de quero mais





Assim foi o final da sessão de "O ano que meus pais saíram de férias", de Cao Hamburguer. Aplausos demorado, bis, e mais bis. Cao ficou observando a reação da platéia na parte do fundo do cinema. Depois da sessão, anônimos e famosos foram parabenizar o primoroso trabalho do diretor.

A história - que Cao disse ser autobiográfica - conta como foi 1970 de Mauro, de 12 anos. Os pais foram perseguidos pela ditadura militar e como pano de fundo temos a conquista do tricampeonato mundial da seleção brasileira.

O protagonista, o pequeno paulista Michel Joelsas, competiu com mil meninos, até chegar a tão sonhada vaga.

"Foi demais, achei uma experiência muito marcante", contou.

Caio Blat deu um demorado abraço em Cao. "Cara, é um p. filme! Um p. elenco!", falou emocionado.

As gravações foram em Campinas e em São Paulo. Um dos destaques do filme é Daniela Piepszyk. Com apenas 11 anos, ela chama a atenção pelo seu talento.

"Achei o filme muito interessante, emocionante e bárbaro. Foi uma realização", disse Daniela, que fez testes com garotas de diversas escolas de São Paulo.

Cao confessou o nervosismo diante da reação do público 'mas o filme segurou até o fim". Por: Ligia Andrade
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Sessão cheia





Pode-se dizer que essa é a sessão mais cheia - por enquanto - da Première Brasil, que vem acontecendo no Cine Palácio. Como diziam nossas avós, tem gente saindo pelo ladrão.

Selton Mello está apresentando o seu primeiro trabalho de direção, o curta "Quando o tempo cair".

"Resolvi fazer esse filme quando entrevistei o Jorge Loredo (conhecido pelo célebre papel de Zé Bonitinho) no programa "Tarja Preta" (Canal Brasil). Foi como uma obsessão. Eu tinha que colocar ele de volta no cinema, já que fazia muito tempo que o Jorge não atuava mais nas telonas", contou o ator, que ficou com a voz embargada enquanto explicava o porquê de o protagonista não estar na sessão.


"A mãe dele faleceu hoje. E o motivo número dois é que ele está filmando o novo longa da Laís Bodanzky, 'Chega de saudade'. A minha missão está cumprida".

Selton ainda avisa:

"O filme não foi uma bala perdida".


Logo depois da exibição de "Quando o tempo cair", tem o novo longa de Cao Hamburguer, "O ano em que meus pais saíram de férias".

Caio Blat, um dos protagonistas, chegou com a sua namorada, Maria Ribeiro. A mãe do ator, Kátia, veio direto de São Paulo - com malas e tudo mais - especialmente para conferir a performance do filhote.


"Quando eu trabalhava na TV Cultura era doido para cair no núcleo do Cao. Ele sempre foi uma referência na minha carreira", disse Caio, que ainda aproveitou para contar como foram feitas as filmagens.


"Filmamos durante um bom tempo. O Cao é muito criterioso, criativo. Ele sempre quer filmar mais e mais e, quando acabamos de fazer uma cena, já inventa outra. Cao é fervilhante".


Simone Spoladore completa: "Foi ótimo filmar com o Cao. A equipe estava muito unida".

O primeiro longa do ator Matheus Nachtergaele foi "Castelo Rá-tim-bum", por isso ele veio prestigiar o novo trabalho do amigo.



"O Cao é um dos poucos diretores sérios que trabalham com crianças. Admiro muito o trabalho dele".

"O ano em que meus pais sairam de férias" terá estréia nacional no dia dois de novembro. Por: Ligia Andrade
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Se Hollywood não vem até você... dê um jeito!






Os bastidores de Hollywood sempre foram instigantes. Como é quase impossível estar lá, nos sets, ao lado do que rola nos grandes estúdios, que tal se deliciar com o que a fantasia tem a nos oferecer?

No próximo domingo, será exibido o filme "Hollywoodland - Bastidores da fama". Dirigido pelo estreante Allen Coulter, indicado ao Emmy e ao prêmio DGA, por seu trabalho na direção das séries "A Família Soprano" e "Sex and the City", o filme é um dos mais aguardados do Festival. No elenco, estrelas de primeira grandeza como Ben Affleck, Bob Hoskins, Adrien Brody e Diane Lane.


Por: Equipe EGO
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Cinema na sala de aula






Quando o Festival de Cinema do Rio acabar, os jovens cinéfilos e seus mestres não ficarão na abstinência da sétima arte. O Unibanco Arteplex programou o Festival Escola no Cinema, entre 13 a 26 de outubro, em comemoração ao Dia do Mestre e ao aniversário do Clube do Professor da rede de cinema.

O evento especial, destinado a professores e estudantes de todas as idades, terá como principal atração o preço: é de graça!

O Festival terá 35 sessões, com pré-estréias e reprises de filmes que possuem elementos importantes para a criação de platéias.

A programação é composta de longas-metragens brasileiros e estrangeiros, com destaque para as sessões de pré-estréias. “Pro dia nascer feliz”, de João Jardim, "Cronicamente inviável”, de Sergio Bianchi e “Cinema, aspirinas e urubus”, de Marcelo Gomes, são alguns deles. Por: Equipe EGO
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Walter Salles: cicerone oficial de Iñarritu

O diretor mexicano Alejandro González Iñarritu encerrou há pouco uma jornada exaustiva de compromissos com a imprensa no hotel Le Meridien, em Copacabana. E já tem planos para a noite.

A exemplo da pré-estréia de "Babel", que aconteceu ontem no Cine Odeon, Iñarritu será ciceroneado por seu novo melhor amigo, o diretor brasileiro Walter Salles. Eles planejam ir a uma exposição.
Por: Angie Diniz
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Saura desembarca





EGO acaba de saber que o diretor espanhol Carlos Saura desembarcou há pouco no Rio, um dia antes do esperado pela produção do festival.

Ele é aguardado no Hotel Le Meridien, onde ficará hospedado. Por: Angie Diniz
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