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Preparem as pipocas... o filme já começou!





Luzes apagadas. Os projetores já estão a todo vapor. Agora é oficial: o Festival de Cinema do Rio 2006 já começou.
E quem passou pelo tão disputado tapete vermelho do Odeon BR, no centro da cidade, não passou despercebido da multidão de curiosos e fãs que se aglomeravam do lado de fora. Nem dos flashes do batalhão de fotógrafos do Brasil e do mundo todo.

"Eu odeio tapete vermelho. Porque tenho que me preparar mais do que para entrar em cena", disparou Thiago Lacerda.

Aliás, o ator chegou antes de sua mulher, a atriz Vanessa Lóes. O filme que abriu a sétima edição do festival foi o esperadíssimo "Dália negra", de Brian De Palma. Nem é preciso dizer que o cinema estava abarrotado de espectadores afoitos para ver a história que concorreu ao Leão de Ouro - a premiação do Festival de Cannes deste ano.

O longa tem no elenco a exuberante Scarlett Johansson e Josh Hartnett."O festival é muito mais que a exibição de filmes, é o encontro de diretores do mundo todo", explica o cineasta Cacá Diegues, que lançará este ano o seu primeiro documentário "Nenhum motivo explica a guerra", que conta a trajetória do grupo Afroreggae.

Zezé Polessa, Buzza Ferraz, Carla Camuratti, Gisele Itié, Elisa Lucinda e Antonio Calloni também passaram pelos holofotes do Festival do Rio. Por: Ligia Andrade
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O ator Ney Latorraca se joga no Festival do Rio



Ney Latorraca foi um dos mais descontraídos da noite. O ator deitou e rolou - literalmente - no tapete vermelho. Ele não pestanejou quando os fotógrafos pediram para que ele posasse, e surpreendeu todo mundo.
"Alimenta o meu ego. Eu adoro, desde que me respeitem como ser humano e ator", disse.




Agora, de volta ao festival, Ney foi enfático:

"O cinema é bom porque tem uma linguagem universal". Por: Ligia Andrade
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Cotovelos em ação


Eu acotovelo, tu acotovelas, nós acotovelamos, eles acotovelam. No final, todos se acotovelam na sala de exibição para garantir um lugarzinho. Sabe aquela brincadeira de dança das cadeiras? Parecido.

Como é costume nestas ocasiões, com mais convidados do que espaço disponível, muitos ficaram de fora. Mas vamos combinar que quem REALMENTE queria assistir à sessão, que estava marcada para começar às 21h, chegou cedo.

Não foi o caso de Antonio Calloni. Lá pelas 21h30m, ele batia papo com amigos num dos bistrôs do Odeon quando deu aquela caminhada lenta até a sala para confirmar o óbvio: lotado. Barrado. Isso é o que podemos chamar de "barração ativa".

"Não consegui entrar. Vim mais mesmo para prestigiar o evento", explicou seu objetivo o ator, de mãos dadas com a mulher, Ilse Rodrigues, em direção à saída do Odeon.



Calloni não está sozinho. Uma visão panorâmica dos cafés mostra que muita gente preferiu a social do lado de fora ao charme da agora ex-irresistível Scarlett Johansson. Por: Angie Diniz
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Só se falava da...

... blusa transparente de Zezé Polessa.

Já que uma imagem vale mais do que mil palavras, EGO cala-se e mostra. Tá aí.

Por: Angie Diniz
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Viu a Carla Camuratti por aí?


Se pudesse, a atriz e diretora tomaria a pílula da invisibilidade e sumiria no tapete vermelho. Para só voltar a aparecer na sala de exibição, principalmente bem escura.


Aos fotógrafos que davam expediente na entrada do Odeon, ela revelou - envergonhada - sua vergonha de flashes.

Mas Carla faz tudo pelo cinema. Dois motivos para amar o Festival do Rio?

"A possibilidade de assistir a filmes na praia e a variedade deles", disparou ela. Por: Angie Diniz
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Luzes acesas






O filme que abriu o Festival do Rio 2006, "Dália negra", acabou de ser exibido na sala do Odeon.

Para quem pensa que já terminou o dia, preparem-se. Vem muito mais por aí.

A festa continua agora no Cine Palácio, que fica coladinho ao Odeon.

Já já o EGO vai contar tudo o que está acontecendo por lá.


Fiquem ligados! Por: Ligia Andrade
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Depois da sessão do Odeon




Quase todos os convidados que estavam no Odeon seguiram para o Cine Palácio. Aqui, a festa está rolando solta. Com direito a muito chope, bateria da Grande Rio, entre outras coisitas mais.

Os vips dos vips, entre eles Thiago Lacerda e Vanessa Lóes, também foram para o regabofe. O bonitão aproveitou e contou o que achou do filme que tinha acabado de assistir. "Achei 'Dália negra' genial".

Luciano Szafir não deu a mesma sorte de Thiago e perdeu a sessão. O ator contou que o filme do qual participou nos EUA, "Nightmare man", será lançado no Brasil em novembro.

"Aqui a gente ainda não tem o costume de ver produções B", explica o ator.

Os corredores do Palácio estão lotados e, é inevitável passar sem esbarrar em alguém. Por: Ligia Andrade
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Perrengue com charme de cinema





Cine Palácio, cá estamos. A facilidade que os convidados encontraram de chegar até aqui, após a première no Odeon, esbarrou no perrengue - e põe perrengue nisso - de se locomover dentro do próprio cinema usado de palco para a megafesta.

Qualquer superlativo é pouco dada a quantidade sufocante de gente nos corredores, nos minijardins criados atrás da tela e na pista de dança. Nesta ordem. Quem se aventurou até o fim do trajeto, praticamente uma saga, voltou ao lounge, onde se podia respirar quase com tranqüilidade, com o mesmo afã de um peregrinador do Saara em busca do oásis.

Todo cuidado foi pouco neste caminho épico, cheio de bandejas que pareciam voadoras e gente na contramão. Uma loucura vip, mas valeu cada perrenguinho.

Assim, EGO viu a bateria da escola de samba Grande Rio enlouquecer a pista com seus ritmistas e mulatas. Viu também a apresentação da Orquestra de Cordas da Grota, composta de músicos da favela carioca. E ainda os figurinos de filmes como "A máquina", "Zuzu Angel" e "O Guarani" usados na decoração das paredes do hall de entrada.

Um espetáculo. Por: Angie Diniz
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A primeira vez de Ricardo Tozzi e Isis Valverde





Calma! Não é o que estão pensando. Isis Valverde e Ricardo Tozzi estão vindo pela primeira vez ao Festival do Rio.

"Quero aproveitar esse tempo de folga para ver o máximo de filmes que puder", contou Ricardo.

O casal está ainda na fase 'estamos nos conhecendo', mas não se desgrudou nem um minuto.

"Como tenho menos de um ano de profissão é muito importante eu estar aqui. Tenho muita vontade de fazer cinema", falou Isis.

Se depender da empolgação da moça, logo novidades virão por aí... Por: Ligia Andrade
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O leilão da Organização



A Organização, grupo responsável pelo maior festival de cinema amador do país, vai meter a mão na massa. A turma promove neste sábado um leilão de arte para arrecadar fundos para o evento.



O diretor da Organização, Samir Abujamra, e a atriz Vera Holtz vão fazer as ofertas para 90 obras de artistas contemporâneos e bater o martelo. O comprador poderá pagar em duas vezes, sem juros.

O material de divulgação do evento anuncia ainda a presença de Tatj Vereza, com uma performance de “locução sensual”, segundo o texto.
O leilão acontece no Centro de Artes Hélio Oiticica, na Rua Luís de Camões, 68, Centro, e começa às 17h. Por: Equipe EGO
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Foi dada a partida







Foi muito bem dada. "A dália negra", de Brian De Palma, é-u-m-a-b-s-u-r-d-o-d-e-b-o-m.

Ok. A bem da verdade, preciso informar aos Egonautas que só eu e mais umas três pessoas achamos isso. Tá bom. Tá informado, né? Então continuando:

U-M-A-B-S-U-R-D-O-D-E-B-O-M. Uma coisa linda, talvez o melhor filme que eu vi esse ano (os recentes "Vôo 93" e "A dama na água" também são páreo, admito). Uma riquíssima homenagem ao film noir, que não se contenta em ser só homenagem, e voa alto, exagera, faz caricatura intencional, confunde.... e encanta. Me lembrou muito, por sinal, o cinema de David Lynch, do sensacional "Cidade dos sonhos".
Sim, eu gosto de "Cidade dos sonhos". Muito. Sim, eu gosto de "A dama na água". Muito. Portanto, quem tiver odiado esses filmes, já viu que não tem lá muita sintonia comigo. E, portanto, pode esquecer "A dália negra". É um filme pra se ver sem pré-conceitos.

"Ah, não tou entendendo nada dessa história!"

Não é pra entender direito. Film noir, desde os anos 40, desde o tempo de Bogart, Bacall, "Relíquia macabra", é sempre confuso. E Brian De Palma, como disse ali em cima, exagera, caricaturiza mesmo (vocês que viram "Carrie, a estranha", "Um tiro na noite", "Vestida para matar", "Dublê de corpo", "O pagamento final", "Femme fatale", sabem bem como é a peça). Sim, o enredo é uma confusão só.

"Ah, tem umas cenas muito loucas!"

Tem. De fato.

"Muito sem noção!"

Muito COM noção. Ele sabia exatamente porque decidiu filmá-las daquele jeito. O absurdo faz parte da receita. O excesso também (aliás, vale dizer que é um filme com momentos muito violentos; vá avisado disso). A questão é perceber o que está por trás disso tudo. E, nesse caso, é uma tristeza profunda, uma sensação de se estar acompanhando um bando de almas perdidas num mundo cruel.

Sim, é um filme muito triste. E lindo.




E, que me desculpe Scarlett Johansson, perfeita como loura platinada, mas onde isso fica mais evidente é no rostinho de Mia Kirshner, a moça cujo assassinato é o centro da trama. Brian De Palma já foi acusado, no passado, de explorar mulheres, de gostar de colocá-la na tela em posição vulnerável, explorá-las meramente como corpinhos a serem saboreados (e estripados).

Besteira. Ninguém filma mulheres como ele. O que ele fez com Mia Kirshner, Scarlett, Hilary Swank, nesse filme... é um presente como elas nunca mais vão receber na vida.

Desculpem o entusiasmo, mas estou chapado até agora. Por: Jaime Biaggio
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Ela disse sim!



Christiane Torloni é a mais nova integrante do Juri do Festival. Mesmo ocupada com as gravações da minissérie "Amazônia", no Acre, ela aceitou o convite e já está no Rio para assistir aos filmes e encontrar com os jurados para as reuniões de cúpula.

Os filmes vencedores serão divulgados no encerramento do Festival, no dia 5 de outubro. Os integrantes do juri são: o cineasta Nelson Pereira dos Santos, Christian Jeune, diretamente do Festival de Cannes, o diretor argentino Marcelo Pineiro e a produtora de cinema Renata Magalhães.

Boa sorte aos concorrentes! Por: Equipe EGO
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Casal cinéfilo do momento confirma presença em pré-estréia





Alinne Moraes e Sérgio Marone vão fazer os flashes pipocarem na pré-estréia do filme "Sonhos e Desejo". A première acontecerá neste domingo, às 21h, no Cine Palácio, no Centro. O casal, que deu pinta em Gramado, já faz parte do circuito preferido da trupe de cinéfilos antenados.

Quem mais aparece por lá: Luiz Carlos e Lucy Barreto, o diretor do longa Marcelo Santiago e o produtor Fábio Barreto. O filme narra o tumultuado cenário político dos anos 70 e arrebatou os Kikitos de melhor atriz, para Mel Lisboa - a bela não vem, está em Londres - e melhor direção de arte para Oswaldo Lioi.

E tem mais. O longa foi selecionado para os Festivais de San Sebastián, na Espanha, e Viña del Mar, no Chile.
Por: Equipe EGO
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Ele colocou Wood e Stock nas telonas





Os personagens de Angeli ganharam a telona. Sim, sim. Os ex-hippies detonados da era flower power do cartunista estréiam nesta sexta-feira à noite no Festival do Rio, no filme que leva o nome de “Wood & Stock- Sexo, orégano e rockn’n’ roll”. A sessão está marcada para as doze badaladas e faz parte da mostra Midnight Movies, para a galera que mais, digamos assim, aprecia o lado trash das produções do gênero.

O filme começa com uma festa na virada para 1972, na casa de Cosmo, em que estão os jovens Wood, Stock, Lady Jane, Rê Bordosa, Rampal, Nanico e Meiaoito. Num piscar de olhos, 30 anos se passam e os personagens enfrentam as dificuldades de um mundo cada vez mais individual e consumista.

O responsável por dar vida aos doidões mais figuras e escrachados das tirinhas é Otto Guerra, gaúcho e fã número um da obra de Angeli. Em entrevista exclusiva ao EGO, ele fala sobre a expectativa e das dificuldades de fazer um longa de animação no Brasil. Em que os protagonistas são dois bichos-grilos perdidos no tempo.
Leia a entrevista completa na coluna ao lado. Por: Equipe EGO
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