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Deu errado no Festival do Rio ...


1. A falta de CELEBRIDADES internacionais e nacionais no evento. Na lista sempre tem vários famosos, mas na hora mesmo ninguém aparece. Cadê o povo?

2. A Tenda de Copacabana ERA para ser o ponto de encontro de vips no evento. Salvo raras vezes, o consumo no lugar era pago. Como assim? E os patrocinadores?

3. O som do Cine Palácio, muito baixo. Durante as sessões da Première Brasil muita gente saiu reclamando porque não conseguia ouvir direito as falas dos personagens. No dia do longa de Daniel Filho, “Muito gelo e dois dedos d´água”, até ele reclamou do som da projeção

4. Falta de legendas nos telões durante a cerimônia de premiação. no Odeon. E o pior: não tinha sequer uma tradução simultanêa quando os gringos entregavam os prêmios. Sobrou para a atriz Dira Paes, que fez bonito na improvisação


5. A festa na tenda não funcionou. Por mais que a idéia tenha sido boa, a recepção e o visual eram muito mais glamourosos nos tempos de MAM

6. Outra coisa que não deu certo na tenda do Festival do Rio foi a área vip. O tal cercadinho só serviu para afungentar os vips. Muitos preferiram circular entre os anônimos


7. A iniciativa de levar os filmes às lonas culturais é ótima. Não fosse o detalhe de terem sido exibidos apenas filmes antigos. Por que não filmes da Première Brasil?

8. O funk pode até estar na moda. Mas não deu muito certo na festa da tenda. A pista ficou insuportável de cheia e ainda teve uma ligeira confusão no final. Os ânimos ficaram exaltados …

9. A falta de premiação para fotografia, ator e atriz coadjuvantes, direção de arte, etc, etc., etc.. São muito poucas as categorias de indicados

10. Continua complicado conseguir os ingressos das sessões mais disputadas do festival. Muita fila, muito caos e, na hora H, muitos vips nos valiosos assentos que eram destinados ao público
Por: Equipe EGO
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Deu certo no Festival do Rio...


1. Qualidade dos filmes brasileiros - Roteiros amarrados, temas relevantes e atores de primeira

2. Dobradinha Odeon-Palácio - Só somaram charme à festa. Cinemas muito bem cuidados

3. A vinda do mexicano Alejandro González Iñarritu - O diretor de "Babel" foi o grande nome internacional desta edição

4. Cinema nas lonas culturais - Fim da centralização das exibições

5. O filme "Cheiro do ralo" - História bem contada por Heitor Dhalia e interpretação única de Selton Mello

6. Hermila Guedes - O festival ganhou mais graça e talento com a pernambucana

7. Karim Aïnouz - O diretor mostra que é possível desburocratizar a narrativa e ser sucesso

8. Legenda eletrônica - Funcionou, finalmente, apagando a má impressão dos anos anteriores

9. Os filmes gringos chegaram - Outra má impressão deixada pelos anos anteriores que foi apagada

10. Dira Paes na cerimônia de premiação - Foi apresentadora, atriz, humorista e tradutora simultânea. Deu show.
Por: Equipe EGO
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O troféu Festival do Rio tem nome: Redentor



O público escolheu e agora o troféu do Festival do Rio já tem nome: Redentor.

As opções eram: Carioca, Corcovado e Redentor. Pela internet os internautas votaram em seu nome favorito.

E ainda teve uma enquete com famosos.

O que vocês acharam do nome? Por: Ligia Andrade
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EGO elege musas e musos do festival

Sempre assim. Foi engatar a quinta marcha que o festival chegou ao fim. Pena. Mas, ok, vão-se os festivais ficam os filmes. E, de premiar os filmes, encarregou-se a academia. Ficam os talentos também. E, de premiar os talentos, encarregou-se a academia. E ficam musas e musos. Deles, EGO se encarrega com prazer.

Na tela, foram muitas as mulheres incríveis. Mas, já dizia o clichê, é preciso escolher uma. O prêmio do júri oficial de EGO vai, então, para Hermila Guedes, a lindinha de "O céu de Suely". Não é só beleza. Beleza + simpatia + talento. Muito talento.



Registre-se aqui ainda nossa menção honrosa para Dandara Guerra, de "1972".

Categoria masculina. Perdoem-nos os mocinhos do front, Selton Mello, Caio Blat, Sérgio Marone e Thiago Lacerda incluídos, mas a estatueta de EGO vai para os bastidores. O nosso muso é o diretor Heitor Dhalia, de "O cheiro do ralo".





Menção honrosa para o mexicano Alejandro Gonzáles Iñarritu, diretor de "Babel".

E você? Concorda? Por: Angie Diniz
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Sabe quem acabou de chegar?





O bonitão Reynaldo Gianecchini acabou de chegar - e de visual novo - à festa de encerramento do Festival do Rio.

O ator está de bigodinho para fazer o novo filme de Daniel Filho, intitulado “O primo Basílo”.

“Estou achando muito divertido. Adoro mudar de visual”, contou.

Meninas, agora é com vocês ...
Por: Ligia Andrade
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Quase que ele esquece ...





O ator Sidney Santiago, que recebeu junto com Selton Mello, o prêmio de melhor ator do Festival do Rio por seu filme "Os 12 trabalhos", de Ricardo Elias, teve um pequeno lapso após a premiação.

O ator quando saiu do Odeon BR, sentou em um banquinho em frente ao cinema e, quando foi cumprimentar uma amiga, deixou o troféu em cima do banco.

"Esqueci o negócio", disse o ator quando se deu conta do que tinha acontecido.

É mole? Por: Ligia Andrade
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Agora é oficial: o Festival do Rio 2006 acabou!



Foram duas semanas, mais de 400 filmes exibidos, 150 convidados internacionais, 250 mil espectadores, 12 prêmios e 37 seminários e debates. Esses foram alguns números do Festival do Rio que acabou.

A festa foi comandada por Dira Paes e Caco Ciocler.

“Amei apresentar o festival. É a festa de uma grande família”, disse Dira.

O cabeleireiro Mauro Shampoo saiu do Odeon como um dos destaques da noite com três prêmio. Ele protagoniza o longa "Mauro Shampoo".

“O único título que eu tinha era o de eleitor, agora tenho três prêmios”, vibrou.

A atriz Hermilla Guedes, que ganhou o prêmio de melhor atriz, com “O céu de Suely”, e o filme de Karim Aïnouz, foi premiado o melhor do festival de acordo com o júri oficial.

“Estou muito feliz, é uma honra estar aqui”, falou Hermila. Esse é o segundo trabalho da atriz. Antes, ela fez “Cinema, aspirinas e urubus”, do pernambucano Marcelo Gomes.

“Estou orgulhoso de fazer cinema no Brasil”, contou Karim, enquanto estava recebendo o prêmio de José Wilker .

Já o prêmio de melhor ator foi dividido entre o veterano Selton Mello, por seu trabalho em “O cheiro do ralo”, de Heitor Dhália, e o novato Sidney Santiago, por sua interpretação em “Os 12 trabalhos”, de Ricardo Elias.

“Todo mundo sabe o quanto foi importante para mim fazer esse filme. Em novembro vamos empestear o Brasil com o nosso cheiro”, disse, se referindo ao lançamento do longa.

“Fazer “Os 12 trabalhos” foi impressionante. Se estou hoje aqui, é porque antes de mim, Milton Gonçalves e Elisa Lucinda lutaram muito por esse espaço.

Quem entregou o prêmio foi a jurada do festival, Christiane Torloni, e ela falou um pouco sobre a sua posição esse ano.

“Competir é melhor do que estar no júri”, confessou Torloni.

Depois da festa, os convidados vão se jogar na Tenda de Copacabana.
Por: Ligia Andrade
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Os premiados

O Festival do Rio já tem seus vencedores. Os prêmios foram entregues numa cerimônia que acabou agora há pouco no Odeon.

Veja a lista:

Júri oficial

- Melhor longa-metragem ficção: "O céu de Suely", de Karim Aïnouz
- Melhor longa-metragem documentário: "À margem do concreto", de Evaldo Mocarzel
- Melhor curta-metragem: "Joyce", de Caroline Leone
- Melhor direção: Karim Aïnouz, por "O céu de Suely"
- Melhor ator: Selton Mello, por "O cheiro do ralo", e Sidney Santiago, por "Os 12 trabalhos"
- Melhor atriz: Hermila Guedes, por "O céu de Suely"
- Prêmio especial do júri: "O cheiro do ralo", de Heitor Dhalia

Júri popular

- Melhor longa-metragem ficção: "O ano em que meus pais saíram de férias", de Cao Hamburguer
- Melhor longa-metragem documentário: "Fabrincando Tom Zé"
- Melhor curta-metragem: "Mauro Shampoo", de Paulo Henrique Fontenelle e Leonardo Cunha.

Prêmio FIPRESCI (oferecido pelo júri da Federação Internacional de Imprensa)

- Melhor filme latino-americano: "O cheiro do ralo", de Heitor Dhalia

Prêmio ABD&C (oferecido pela Associação Brasileira de Documentarista e Curta-metragista do Rio de Janeiro)

- Melhor curta-metragem: "Mauro Shampoo", de Paulo Henrique Fontenelle e Leonardo Cunha
- Melhor documentário: "Acidente", de Cao Guimarães e Pablo Lobato
- Menção honrosa: "Caparaó", de Flávio Frederico
- Menção especial: "Onde a coruja dorme", de Simplécio Neto e Márcia Derraik

Por: Angie Diniz
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Conspiração Filmes anuncia suas novas produções



Os sócios da Conspiração Filmes aproveitaram o Festival do Rio como deixa para reunir a imprensa e anunciar seus projetos de cinema e TV para os próximos dois anos.

Foram apresentados cinco longas-metragens, em repetição de parcerias com os diretores Claudio Torres ("Redentor"), Breno Silveira ("2 filhos de Francisco"), Arthur Fontes ("Surf Adventures - O filme") e Toni Vanzolini ("O homem do ano"). A novidade é a chegada de Vicente Kubrusly, que assume o comando de uma produção para a TV.

À lista.

Filmes

"Podecrer"

Previsão de lançamento: 1º semestre de 2007

Arthur Fontes explora as transformações da juventude às vésperas do estouro do Rock Brasil, no início da década de 1980. Elenco: Dudu Azevedo, Maria Flor, Fernanda Paes Leme, Érika Mader.

"Largando o escritório"

Previsão de lançamento: 2º semestre de 2007

Segundo o sócio Pedro Buarque de Hollanda, a história aborda "dois assuntos que afligem a todos: o desejo de largar o trabalho e a traição no casamento". O filme é baseado na peça homônima de Domingos Oliveira, que assina o roteiro. Elenco: Marcos Palmeira, Maria Luiza Mendonça e Mariana Ximenes.

"Era uma vez no Rio"

Previsão de lançamento: 1º semestre de 2008

O sucesso de "2 filhos de Francisco" nutre de expectativa a nova produção de Breno Silveira. "Era uma vez no Rio" remexe no baú de contradições sociais na cidade: um garoto da favela se apaixona por uma menina da Zona Sul. Com roteiro de Patrícia Andrade.

"A mulher invisível"

Previsão de lançamento: 2008

O roteirista e diretor Claudio Torres se serve novamente do absurdo, como em "Redentor", para mostrar o drama de um homem que se apaixona por uma mulher cujo único defeito é não existir.

"Eu e meu guarda-chuva"

Previsão de lançamento: 1º semestre de 2008

A Conspiração faz seu primeiro filme "dedicado à família", como classifica o sócio Leonardo Monteiro de Barros. "Eu e meu guarda-chuva" é uma adaptação de Adriana Falcão para o livro de Branco Mello e Hugo Possolo.

TV

"Minha estupidez"

Previsão de lançamento: 2007

A atriz Fernanda Torres escreve e apresenta um programa que usa a ignorância como argumento para falar de cultura. A direção é do estreante Vicente Kubrusly. Por: Equipe EGO
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Festa, festa, festa ...



O elenco de "Muito gelo e dois dedos d´água" está curtindo o sucesso do filme, e também, é claro, se divertindo aqui na tenda de Copacabana.

Nas carrapetas, o hype DJ Dodô, tocando músicas antigas e sucessos atuais.

A tenda está bem cheia, e os vips têm um curralzinho, ops, área vip, só para eles. E para entrar nesse seleto mundo, tem que ter a poderosa pulseira laranja.

É para ficar com água na boca! Por: Ligia Andrade
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É hora de dar boas risadas!





A sessão estava lotadíssima. "Muito gelo e dois dedos d´água" provocou muitas risadas no público durante a sua exibição.

Camila Pitanga adorou o novo longa de Daniel Filho.

"É um filme muito divertido. Mostra os atores com uma faceta nova, que o público vai curtir".

A interpretação favorita?

"A Mariana (Ximenes) estava ótima. Ela fez um papel muito denso", respondeu. Por: Ligia Andrade
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Muita expectativa!





”Fiquei sete anos com o filme na minha mão. Depois de muita conversa e muito gelo, acho que peguei a maneira de contar a história – que é uma grande brincadeira”, contou o diretor Daniel Filho.

O filme atrasou quase uma hora. Depois, o elenco vai curtir a tenda do festival, montada em frente ao Copacabana Palace Hotel.

Débora Falabella e seu marido Chuck, Simone Spoladore e Lúcio Mauro Filho, foram um dos famosos que vieram curtir o longa.

“Muito gelo e dois dedos d’ água” conta a história das irmãs Roberta e Suzana, que sonham em vingar-se da avó, uma velha má que as torturava quando crianças. O plano está pronto: elas seqüestram a avó e a levam para a casa de praia em companhia do carona Renato.

Na tentativa de salvar a mulher de uma suposta situação de perigo, Francisco, o atrapalhado marido de Suzana, entra na trama para viver uma louca comédia com toques de humor negro e muita ação.

Por: Ligia Andrade
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Mega, ultra, power sessão





Dizer que o Cine Palácio está lotado, é pouco. O furor que a chegada do elenco de “Muito gelo e dois dedos d´água” causou, também foi de tirar o fôlego.

O longa, dirigido por Daniel Filho e com roteiro de Fernanda Young e Alexandre Machado, estava na mostra hors concours, e fechou o Festival do Rio. O elenco é composto de ninguém menos que Paloma Duarte, Mariana Ximenes, Thiago Lacerda, Débora Duarte, Laura Cardoso e Ângelo Paes Leme.

“Adoro fazer personagens diferentes. Foi uma experiência muito marcante”, disse Mariana Ximenes, que no longa está com o cabelo curtíssimo.

“Gosto muito de mudar o visual”, explica a atriz, que chegou acompanhada do menininho Matheus Costa. Ele interpreta o Sushi em “Cobras e lagartos”.

Ângelo Paes Leme achou muito divertido fazer o filme. Já Thiago Lacerda denominou o filme de uma ‘comédia corajosa’, de Daniel Filho.

“Nunca pensei que pudesse fazer esse nível de comédia”, falou o ator, chegando depois de sua esposa, a atriz Vanessa Lóes.

Paloma Duarte, sempre acompanhada do marido, o cantor Oswaldo Montenegro, brincou:

“Quem não tem na família um primo chato e um tio pentelho?”.
A maior parte do elenco se encontrou em frente à tenda do Festival do Rio, e chegaram em grande estilo no Cine Palácio. Por: Ligia Andrade
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O castelo de cartas argentino





Teresa Costantini é daquelas escritoras que deixam o personagem roubar a caneta de sua mão. Mas não só. Ela é atriz. Atriz e roteirista. Atriz, roteirista e diretora. De preferência, preferência sua, uma mistura de tudo. Seu novo filme, "O amor e a cidade", um dos mais comentados deste festival, é o saldo dessa mistura. E de muitas outras. A argentina, ex-moradora de Roma, é apaixonada por Paris, por literatura e artes plásticas e, como se fora um hobby, gosta de observar as relações humanas. Observar e absorver.

Assim Teresa desenhou seus tipos. Elisa, seu papel, é uma mulher frustrada e com medo de tudo que tenha profundidade. Ao partir para Paris após um chamado do pai, abandona o namorado, Sebástian (Adrián Navarro), um cara mais jovem, que, desprezado, busca consolo na vizinha Juana (Vera Carnevale), garota sem eira nem beira que troca seus quadros por um prato de comida.

De volta à Elisa, o ponto de partida das histórias, ela é filha do escritor Carlos Miguel (Patrick Bauchau), uma espécie de poeta de sua própria vida, autor de livros complicados e que entra em parafuso quando ganha um Nobel, além de extremamente egoísta. Figura singular da trama.

"Carlos Miguel foi um personagem muito bem escrito desde o início. Eu quis retratar o amor universal pela figura paterna, no sentido de mito mesmo, e trouxe elementos da minha experiência pessoal para criá-lo. Meu pai morreu há onze anos. A idéia foi reconstruir meu adeus a ele, de uma forma diferente da real", contou Teresa em entrevista a EGO.

O longa é uma desventura em série. Um castelo de cartas, passatempo predileto da personagem de Teresa e figura de linguagem cinematográfica para a ruína de seus tipos. Um desses ases representa a economia. Teresa aborda os tempos difíceis na Argentina através da jovem Juana, uma retratista rejeitada pelos pais e vítima da falta de oportunidades em seu país.

"Essa nova geração está muito mais perdida. Nós, os mais velhos, sofremos com muita coisa, mas a experiência nos ajuda a lidar com as situações. Já os mais jovens estão órfãos de modelos. Gosto sempre de confrontar gerações. Observei que os jovens são parecidos com Juana, uma garota que se sente sozinha no mundo", explica a diretora, que fica no Brasil até amanhã.

Ainda antes de partir, Teresa pretende estender seus contatos por aqui. Ela está em negociações adiantadas com Domingos Oliveira para um novo filme e/ou uma futura peça de teatro. Na ponta da agulha também está uma produção de época com potencial para co-produção, envolvendo o cineasta Luiz Carlos Barreto. Sabe-se que a película é baseada na história real de uma menina argentina que se casa por conveniência, no fim do século 19, e vive uma relação extra-conjugal levada às últimas conseqüências. Por: Angie Diniz
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Acabou, mas ainda tem



O Festival do Rio termina amanhã, mas a tradicional repescagem, vocês sabem, continua por mais uma semana. Este ano é no Estação Botafogo 1 que, por uma semana, serão exibidos alguns dos filmes que não têm grande chance de chegarem tão cedo ao circuito comercial brasileiro.

Como eu previa, vários títulos da retrospectiva Visconti fazem parte da repescagem, ocupando o último horário do dia (menos na terça-feira, quando não há nenhum). A sofisticação do cinema dele cairá bem numa tela bem grande, como a do Estação 1.

Segue a programação. Comentários abaixo:

Sexta (6/10)
13h - CIDADÃO DUANE (99')
15h15 - ADMIRAÇÃO MÚTUA (109')
17h30 - VERÃO EM BERLIM (110')
19h45 - A RAINHA (97')
22h - VAGAS ESTRELAS DA URSA (95')

Sábado (7/10)
13h - QUANDO EU ERA CANTOR (112')
15h15 - ESTAMOS BEM MESMO SEM VOCÊ (106')
17h30 - MADEINUSA (100')
19h45 - PUCCINI PARA INICIANTES (82')
21h30 - OS DEUSES MALDITOS (150')

Domingo (8/10)
13h - EL TOPO (124')
15h15 - MAN PUSH CART (87')
17h15 - MILAREPA (96')
19h45 - UM LONGO CAMINHO (107')
22h - UM ROSTO NA NOITE (107')

Segunda (9/10)
13h - TÃO PERTO E TÃO DISTANTE DO AMOR (131')
15h30 - UMA SIMPLES CURVA (92')
17h30 - UM CASAL PERFEITO (104')
19h45 - AZUL ESCURO QUASE NEGRO (105')
21h45 - VIOLÊNCIA E PAIXÃO (121')

Terça (10/10)
13h - FUI! (115')
15h15 - TUDO QUE VOCÊ QUERIA SABER SOBRE ROBERT WILSON (105')
17h30 - PRINCESAS (113')
19h45 - TERRA CONGELADA (130')

Quarta (11/10)
13h - DESTRICTED (115')
15h15 - UM CASAL PERFEITO (104')
17h30 - BEM-VINDO À CASA (118')
19h45 - SEM GÁS, SEM RUMO (97')
21h45 - SEDUÇÃO DA CARNE (115')

Quinta (12/10)
13h - NA SOMBRA DAS PALMEIRAS DO IRAQUE (91')
15h - IRÃ: UMA REVOLUÇÃO CINEMATOGRÁFICA (98')
17h - REFUGEE AL STARS (86')
18h45 - GAROTINHO BOBO (94')
20h45 - O LEOPARDO (185')

Como se vê, à exceção dos de Visconti (destaque absoluto para "O leopardo"; destaque semi-absoluto para "Violência e paixão"), há uma profusão de filmes mais ou menos obscuros. A verdade é que o festival deste ano foi um pouco assim: raros foram os filmes que se destacaram, que causaram muitos comentários, que foram levados pelo público para o papo de praia e de mesa de bar. E alguns dos poucos que conseguiram ("The Host", "Paris, eu te amo", "Fast food nation", "El laberinto del fauno") ficaram fora da repescagem por uma razão ou outra.

Bem, não é nada, não é nada, ainda há o cult absoluto "El topo", de Alejandro Jodorowsky, o bizarro compêndio de filmetes de sexo explícito "Destricted" e o atrasadinho "A rainha", de Stephen Frears. Esse último é um espécime comum no festival: o filme que chega só para a repescagem, passando a semana no limbo da alfândega, esperando liberação. Antes tarde do que nunca.

Repescagem à parte, ainda há, na sexta-feira, uma maratona Odeon especial Festival do Rio, abrindo com "A scanner darkly", de Richard Linklater, continuando com "Xifópagos e roqueiros", já comentado aí embaixo, e terminando com "La montaña sagrada", de Jodorowsky. Seria altamente recomendável, não tivesse a maratona se transformado num evento de tudo, menos cinema.... Por: Jaime Biaggio
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